Monitorização Costeira

A Monitorização Costeira é fundamental para entender o funcionamento dos ecossistemas costeiros, identificar tendências e padrões a longo prazo, e apoiar a tomada de decisões em áreas socioeconómicas e ambientais. A recolha de informação geográfica  por técnicas clássicas de Topografia, GNSS, Fotogrametria e LiDAR permitem avaliar as alterações no litoral através de modelos tridimensionais e ortofotos. 

A utilização destas técnicas em processos, independentes ou complementando-se, pode ter custos elevados como no caso do LIDAR ou Topografia clássica. Enquanto que a utilização de levantamentos por técnicas GNSS no terreno ou através de fotografias aéreas em particular com drones permite uma redução de custos. Estas são duas metodologias que o Observatório tem vindo a usar em levantamentos costeiros, que no caso GNSS já tem mais de 20 anos.

Um das campanhas com maior longevidade (mais de 20 anos) no âmbito de uma colaboração da FCUP e da APDL são os levantamentos realizados pelo OAPMB na Restinga do Douro, vulgarmente conhecida por Cabedelo e basea-se em técnicas GNSS para determinação da evolução através de modelos 3D, curvas de nível, áreas e volumetria. 

Os primeiros levantamentos na Restinga remontam ao ano de 2003 e eram realizados a pé com um recetor GPS numa mochila e uma antena num bastão montado numa roda para garantir cotas precisas.

No ano de 2006 passou-se a usar uma moto 4×4, onde se montava o recetor e a antena GPS/GNSS, permitindo uma maior densidade de perfis e por consequente mais dados e definição dos resultados. Mais tarde foram instaladas câmaras que filmavam os percursos de forma a complementar os dados geoespaciais com  imagem. 

A partir de 2021 introduziram-se os drones com um recetor GNSS em modo RTK trazendo duas vantagens. Uma não ser um técnica invasiva, visto ser o local da RNLED, onde nidificam os borrelhos-de-coleira-interrompida. A segunda vantagem é de permitir também a obtenção de ortofotomapas através da fotografia aérea.

Destaca-se, a parceria do Parque Biológico de Gaia através do projeto de monitorização da costa de Vila Nova de Gaia em 2008, e as colaborações com o grupo de investigação Interações Terra-Oceano-Atmosfera do CIIMAR.